terça-feira, 16 de setembro de 2008

Apresentação

Um começo megalomaníaco:

No ínicio, eram as trevas!
(...)

Algum tempo depois, eis que surjo no mundo.
Nasci no Grajaú, Rio de Janeiro, no Hospital Italiano. A metade-papai de mim veio de Campos, no norte do estado. Mamãe nasceu em uma cidade chamada Canhoba muito distante, no interior do estado de Sergipe. Não posso dizer ao certo quais as verdadeiras origens étnicas dos meus ancestrais, porque no século passado, todos queriam ser europeus. Hoje em dia, já ouço aqui e ali dos meus pedaços africanos (que meu cabelo até nega, mulata), e até mesmo de uma tataravó antropófaga da tribo dos Goytacazes. Tive a sorte de nascer em uma época em que ninguém mais se leva a sério o suficiente para nada disso fazer diferença em como as pessoas ao me redor me vêem.
Papai era médico, bem mais velho que mamãe. Eu detestava quando presumiam que ele era meu avô. Meu padrinho de batismo era judeu, francês e trabalhava pesquisando vida sexual. Minha madrinha parece que foi comunista, mas isso nunca fez diferença, porque eu nasci em 1983, um ano antes do "Diretas já" e eu acredito que minha presença foi determinante para a abertura política (mesmo que ninguém ainda tenha se dado conta). Vinte e cinco anos depois, eu não acho lá muita vantagem poder votar.
Adoro liberdade de expressão, porém. Então, beijo, ditadura, não me liga MESMO.

Em 1193, mudei para Aracaju, onde moro até hoje. Minha vastíssima família materna vive aqui; Vovó, meus doze tios, mais de trinta primos e mais uma centena de outros familiares em diferentes graus. Só quem tem uma família assim entende o caos que é.

Certo. Tudo isso não é Carolina.
Nem poderia.

É só um começo.

Um comentário:

Carol Barcellos disse...

hahahahahaha

Mudei para Aracaju em 1993, mas a data do texto está tão histórica, que eu vou deixar errada mesmo.

Imagina eu esperar desde o século XII até hoje pra escrever isso no blogue.

Haja.