quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Na verdade

Na vera mesmo, eu não devia estar aqui.

Não segundo os planos iniciais. Eu nunca tive aptidão com letras nenhumas. Não fazia poeminhas na adolescência, sempre odiei escrever redação. Também não tive muitos professores estimulantes até a faculdade. E poucos também dentro dela. A verdade é que eu fui fazer letras porque era fácil para mim.

Não, o curso não é fácil, não se iludam os preguiçosos. A não ser que a mediocridade impere e a pessoa sinta satisfação em dizer que saiu da faculdade sem jamais ler nada. É possível uma pessoa analfabeta terminar um curso universitário, principalmente no Brasil. Mas isso é coisa para quem não tem amor-próprio.

Como eu dizia, não tenho talento nenhum com palavras. Eu sempre fui de coisas manuais. Massinha, colagem e desenho na escolinha e panelas e retalhos dentro de casa. Seria deveras frustrante embarcar em uma carreira que tivesse a ver com meus dons naturais, e descobrir depois que eles nem eram tão dons assim. Por diletantismo, eu sou uma cozinheira sensacional.
Vou estragar isso pra quê?

Alguém disse que o gênio é 1% inspiração e 99% transpiração (frase com cara de publicitário), e há quem concorde com isso. Eu sou muito preguiçosa para fazer vestibular pra genial. Minha única ambição é ser muito feliz, muito muito querida. E só de quem eu amo.

(algum texto surgiu em 40 minutos?)

Aqui está.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Apresentação

Um começo megalomaníaco:

No ínicio, eram as trevas!
(...)

Algum tempo depois, eis que surjo no mundo.
Nasci no Grajaú, Rio de Janeiro, no Hospital Italiano. A metade-papai de mim veio de Campos, no norte do estado. Mamãe nasceu em uma cidade chamada Canhoba muito distante, no interior do estado de Sergipe. Não posso dizer ao certo quais as verdadeiras origens étnicas dos meus ancestrais, porque no século passado, todos queriam ser europeus. Hoje em dia, já ouço aqui e ali dos meus pedaços africanos (que meu cabelo até nega, mulata), e até mesmo de uma tataravó antropófaga da tribo dos Goytacazes. Tive a sorte de nascer em uma época em que ninguém mais se leva a sério o suficiente para nada disso fazer diferença em como as pessoas ao me redor me vêem.
Papai era médico, bem mais velho que mamãe. Eu detestava quando presumiam que ele era meu avô. Meu padrinho de batismo era judeu, francês e trabalhava pesquisando vida sexual. Minha madrinha parece que foi comunista, mas isso nunca fez diferença, porque eu nasci em 1983, um ano antes do "Diretas já" e eu acredito que minha presença foi determinante para a abertura política (mesmo que ninguém ainda tenha se dado conta). Vinte e cinco anos depois, eu não acho lá muita vantagem poder votar.
Adoro liberdade de expressão, porém. Então, beijo, ditadura, não me liga MESMO.

Em 1193, mudei para Aracaju, onde moro até hoje. Minha vastíssima família materna vive aqui; Vovó, meus doze tios, mais de trinta primos e mais uma centena de outros familiares em diferentes graus. Só quem tem uma família assim entende o caos que é.

Certo. Tudo isso não é Carolina.
Nem poderia.

É só um começo.

Chegay

Testando

1
2
3

Alô
Som

(oi?)